quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Visionária


Caminho a esmo,
Deixo que meus passos
Me levem,
Do nada para lugar nenhum...
Nada nas mãos,
A não ser os calos,
Do trabalho,
De uma vida comum...
Pés descalços,
Pisam suavemente,
Desapercebida,
Segue calmamente...
O porte altivo,
Corpo esguio,
Rugas na pele,
Um dia,  já foi bela...
Roubaram-lhe os sonhos,
E o direito de amar.
As feridas já não doem mais
Só a tristeza no olhar...
Segue,
Louca,
Visionária insana!
Faz tua lenda,
Conta tua história,
Poesia pelo avesso,
Seja princesa,
Submissa,  profana,
Santa ou meretriz.
Pelo menos em seus versos,
De alguma forma,
Você é feliz!!!

Leda Beatriz Mattos

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