terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Elegia

A..deus
Terra que me acolheu com ternura,
e agora me mostra sua outra face, escura.
A.. deus ao mar imenso,
a...deus ao vento.
Despeço-me,
Sem nenhum lamento...
Não há mais voz nessa garganta
que quer gritar sua dor, mas não adianta.
Fim, palavra solitária e errante,
Que jamais permite ir adiante.
Não mais lagos cheios de cores e luzes,
Só o mármore, eternizado em cruzes.
Chega de trajes ridículos, vexames,
de corpo fraco, dos médicos, exames.
A...deus aos olhos, ao calor,
a luz difusa..
Por favor, me esqueçam!!!
Adeus à Poesia,
E a sua Musa!
Lá vem a barca de Caronte,
Para me levar,
Através da bruma fria...

Leda Beatriz Mattos

Imagem Web

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