Cigana misteriosa, que veste a cor dá noite,
Azul, mais nobre que sangue de rei.
Guerreira, Rosa Lunna!
Rosa menina, Rosa mulher...
Nos cabelos castanhos uma rosa,
Em suas saias a magia de um povo,
No peito a chama do amor.
Seu caminho é de rosas!
Seus pés enfeitados de dourado,
sapateiam pelas estradas de terra
batida a beira mar...
Se esconde na noite...
As corujas são suas companheiras em
noites de lua cheia,
onde a única claridade é o luar.
Cigana encantada!
Cigana das Rosas,
da lua, do encanto,
do amor!
Essência dá minha alma!
Minha Rosa, minha Flor,
com você sou puro amor!
De você recebo amor.
Para você, todo o meu amor!
domingo, 5 de abril de 2015
Rosa Lunna
Amor
Anoiteceu
Somos só eu e você,
Em um universo só nosso.
Ao deitar,
Sinto sua respiração na na minha face.
Minhas mãos passeiam pelo seu corpo.
Sua boca aproximando da minha,
Com desejo,
Com amor,
Com calor,
Sem palavras,
Apenas gestos.
Nada mais é necessário,
Quando dois corpos se juntam,
É instinto,
Um compreender o outro...
Descobrindo o que se promove aos
demais instantes.
As mãos se entrelaçam,
Bocas respirando uma na outra,
Exalando o que sentem,
Transpirando desejos,
Respirando tesão,
Sussurrando gemidos,
Até chegar no topo.
O que era vivo morre por instantes,
Na mais erótica e intensa sensação,
De amor,
Queremos um ao outro.
E minutos depois,
O ritual se inicia,
Um pedaço de você em mim
Explode,
Numa eterna magia!!!
Amor eterno
Nessa noite negra em que me encontro,
Saio louca a procura de você.
Passeio entre as tumbas,
Chamo seu nome,
Nada ouço, nada vejo...
De repente um vento num lampejo,
Toca-me o rosto em arrepio,
Olho ao meu lado, você,
Inerte frio.
Porque pergunto eu,
Porque aqui me abandonaste?
Porque partiste sem mim?
Leva-me contigo,
Suplico ao meu amado.
Aqui nada me prende sem você!
Um olhar, e bem ao meu lado,
Ouço um sussurro,
E mãos geladas em minhas mãos:
Calma, meu amor,
Como te esquecer?
Atendendo teu clamor,
Hoje eu eu vim apenas
Para te ver.
O vento acalma, só o luar...
Ao meu lado uma rosa negra
E um bilhete,
"Espera amor que eu venho te buscar!"
Retrato
Ternura móvel que enraizou ao meu lado,
Menina grande, sem nome e paradeiro,
Hóspede do sonho, em corpo verdadeiro
Obscuro coração iluminado.
Pago em dia, saldo do passado,
Doce tempo, hábil curandeiro,
Mina de veias rotas e verdadeiro,
Que sem reserva dá o que foi buscado.
Seu silêncio tão grande tenho agora,
Antes pássaros alegres e despertos,
Baixa uma luz madura e vencedora.
De cinzas chegou sua forma alada,
Céu de nuvens de sangue sua chamada,
Triste, devolve as palavras para os mortos.
Motivo
Eu canto porque o instante existe,
Calma como uma suave brisa.
Não sou alegre nem triste,
Sou poetisa...
Irmã das coisas fugidias
Não sinto gozo nem tormento
Atravessando noites e dias,
Sempre nas asas do vento.
Se desmorono ou se edifíco
Se permaneço ou me desfaça.
—Não sei, não sei. Não sei se fico
Ou se passo.
Sei que canto. A canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa rimada.
E um dia sei que estarei muda.
—Mais nada!
Madrugada
Na madrugada viro criança,
Tenho medo do escuro
Velhos fantasmas,
Amigos inseparáveis do sem fim.
Tento voar. Não consigo!
Asas quebradas,
Corpo doído,
Vida por um triz.
Velhas lembranças
De tempo feliz.
As horas se arrastam,
A solidão me consome,
Me dispo dos sonhos,
Mais uma noite insone!
No porta retrato a fotografia,
Longe, arredia,
Não me faz companhia.
E nessa silenciosa madrugada,
Sinto uma vontade imensa de não ser,
E desta triste vida dar um fim.
Esquecer. Morrer.
Me projetar para além de mim!!!
Essa manhã
Esta manhã não escrevi,
O melhor ou mais triste poema.
Nem tampouco elevei
Uma sentida prece para os Deuses.
Sensivelmente me surpreendeu,
Um abraço milagroso,
Que conseguiu,
Trazer tudo que se espera.
Essa manhã amanheci,
Com cheiro doce e perfumado,
De tua perfeita harmonia,
De homem totalmente enamorado.
E meu coração, acelerado,
Com batidas transbordantes,
De um coração concebido
Unicamente para amar-te.
Escute
Não ouse mexer com os meus monstros,
Muito menos desafiar as minhas feras,
Sou dá noite, do escuro,
E você nem imagina o que te espera.
Hoje não és mais nada, caiste fundo
Pobre bipolar desencontrado.
Perdeste tudo, até o meu carinho
Pegue seu rumo e siga seu caminho!!!
Carta
Despedida
Não chores a minha morte,
É a vida que se renova.
Vale a pena viver,
A morte faz parte da vida!
Eu apenas viajei,
Com passagem só de ida.
O que eu era para vocês,
Eu continuarei sendo,
Me dêem o nome,
Que vocês sempre me deram,
Falem comigo,
Como vocês sempre fizeram.
Não utilizem tom solene ou triste,
Continuem a rir,
Como sempre juntos fizemos.
Pensem em mim,
Sem ênfase de nenhum tipo,
Não quero sombra e tristeza,
Por que o laço não foi cortado.
Eu não estarei longe,
Estarei sempre aqui com certeza.
Sigam sempre em frente,
Lembrando sempre da gente.
É a vida que continua...
Epitáfio :"Não me pergunte por quem os sinos dobram. Eles dobram por ti." John Done