Na madrugada viro criança,
Tenho medo do escuro
Velhos fantasmas,
Amigos inseparáveis do sem fim.
Tento voar. Não consigo!
Asas quebradas,
Corpo doído,
Vida por um triz.
Velhas lembranças
De tempo feliz.
As horas se arrastam,
A solidão me consome,
Me dispo dos sonhos,
Mais uma noite insone!
No porta retrato a fotografia,
Longe, arredia,
Não me faz companhia.
E nessa silenciosa madrugada,
Sinto uma vontade imensa de não ser,
E desta triste vida dar um fim.
Esquecer. Morrer.
Me projetar para além de mim!!!
domingo, 5 de abril de 2015
Madrugada
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