Eu canto porque o instante existe,
Calma como uma suave brisa.
Não sou alegre nem triste,
Sou poetisa...
Irmã das coisas fugidias
Não sinto gozo nem tormento
Atravessando noites e dias,
Sempre nas asas do vento.
Se desmorono ou se edifíco
Se permaneço ou me desfaça.
—Não sei, não sei. Não sei se fico
Ou se passo.
Sei que canto. A canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa rimada.
E um dia sei que estarei muda.
—Mais nada!
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