quinta-feira, 26 de março de 2015

Mariposas

Pálida existência,
De dores sem graça,
De felicidades fugazes.
Melhor a alienação
Do que a sabedoria?
Vivendo por instintos,
Animais civilizados.
Tolas mariposas,
A chocarem com a luz,
O calor artificial,
A falsa luz.
E dói mais a ilusão,
Ou saber a verdade?
E qual é a verdade?
Senão conhecer a fragilidade,
Em encontrar com a efemeridade.
Então: mariposas conscientes?
Tolos travestidos de sábios,
Não mais que isto.
E então caberia aos sábios,
Assumirem a própria tolice,
Copo de bebida amarga.
Coração cansado,
Não quer a vida,
Ainda não se entendeu com a morte.
E então, sorri, recria aface
Perdidas expressões.
Fecha os olhos
Mariposas estúpidas
Sonha com o seu vôo,
Casulo alado,
E não vieram lágrimas,
Não chegaram sorrisos,
Não chegou a lugar algum,
Apenas...
Um rosto marcado pelo tempo,
Um tempo que ficou para trás,
Um passado ainda latente
E um presente que não existe mais.

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